Uma das marcas mais tradicionais se rendeu à modernidade, finalmente vem aí a Ferrari elétrica, resultado de uma longa pesquisa e junção de referências Ferrari Luce, é assim que se chama a grande novidade da marca de Maranello, um nome que significa “luz” em italiano e carrega consigo a promessa de iluminar um novo caminho […]
Uma das marcas mais tradicionais se rendeu à modernidade, finalmente vem aí a Ferrari elétrica, resultado de uma longa pesquisa e junção de referências
Ferrari Luce, é assim que se chama a grande novidade da marca de Maranello, um nome que significa "luz" em italiano e carrega consigo a promessa de iluminar um novo caminho para a fabricante, ser a primeira Ferrari elétrica.
Com sua apresentação oficial em Roma em maio de 2026, o modelo é resultado de uma colaboração inédita com a LoveFrom, o estúdio criativo fundado por Sir Jony Ive e Marc Newson, as mentes por trás do design dos produtos mais icônicos da Apple.
A parceria de cinco anos, mantida em sigilo até recentemente, produziu um automóvel que busca silenciar os críticos ao combinar a tradição da marca com uma visão radicalmente nova, provando que a eletrificação pode, sim, conversar com a alma de uma Ferrari.
Saiba tudo sobre a Ferrari Luce agora!
Os detalhes técnicos da Ferrari Luce impressionam tanto quanto seu visual inovador, pois a engenharia da montadora desenvolveu cada componente para que o desempenho não fosse apenas mantido, mas elevado a um novo patamar.
O resultado? Mais de 60 patentes inéditas registradas para este projeto.
O modelo é equipado com quatro motores elétricos independentes, um em cada roda, que geram uma potência combinada que ultrapassa os 1.000 cv e um torque de 990 Nm.
Com essa força, a aceleração de 0 a 100 km/h é cumprida em apenas 2,5 segundos, com a velocidade máxima limitada a 310 km/h.
Design extremamente eficiente, com um coeficiente de arrasto aerodinâmico de apenas 0,254 (o menor da história da marca), se está se pensando na recarga de carro elétrico, a Ferrari Luce tem autonomia de 530 quilômetros com uma única carga.
A bateria, de 122 kWh e 800 volts, utiliza células projetadas pela própria Ferrari para atingir a maior densidade energética de qualquer veículo elétrico de produção atualmente, com 195 wh/kg.
Com exclusividade e tecnologia de ponta, o preço da Ferrari Luce também está à altura de seu posicionamento.
O valor de partida para o mercado italiano foi estabelecido em 500 mil euros, o que, convertido, coloca o modelo como um dos automóveis mais caros já lançados pela marca, reforçando seu status de objeto de desejo para colecionadores e entusiastas.
Esta é uma das perguntas que mais intriga os puristas, e ao invés de tentar imitar artificialmente o rugido de um motor V12, a Ferrari desenvolveu uma experiência auditiva própria para a Luce.
O veículo conta com um sistema apelidado internamente de "Electric Guitar Pickup" pela equipe de design, que gera uma “melodia” interna inspirada nos clássicos da marca, sem a necessidade de emitir sons falsos para o exterior.
O ronco que se ouve é uma nova forma de linguagem, um som mecânico e autêntico que nasce da interação entre os componentes elétricos, projetado para emocionar o motorista sem que seja ou soe uma imitação.
O DNA da LoveFrom está evidente em cada detalhe do veículo.
O objetivo não foi adicionar elementos decorativos, mas sim esculpir a forma a partir da função aerodinâmica, resultando em uma "cápsula de vidro" aerodinâmica envolta por uma carroceria de alumínio que lembra a forma de uma gota.
No interior da Ferrari elétrica essa filosofia se traduz em um ambiente que desafia a tendência dos tablets gigantes.
A cabine do Luce é um tributo à usabilidade, com vidro e alumínio usinado em abundância, enquanto o plástico é praticamente banido.
O volante de três raios, inspirado nos modelos dos anos 1950, é usinado a partir de uma peça única de alumínio reciclado.
A chave, feita de vidro Corning Gorilla Glass com uma tela de tinta eletrônica (E Ink) que lembra um Kindle, desencadeia uma cerimônia de "transferência de poder" do objeto para o carro quando inserida em seu console, uma forma teatral e minimalista de dar vida ao motor.
Apesar da recepção entusiasmada do mercado e da crítica especializada, o anúncio da Ferrari Luce coincidiu com uma queda no valor das ações da empresa.
Especialistas apontam que o movimento não reflete um descontentamento com o produto em si, mas uma reação natural do mercado diante do alto investimento em pesquisa, desenvolvimento e uma nova plataforma de produção.
A transição para a eletrificação exige capital bilionário, e a expectativa é de que os lucros extraordinários com este modelo ocorram a médio e longo prazo, à medida que a produção se estabiliza e a marca se consolida neste novo segmento.
Mas é inquestionável que a Ferrari Luce é um marco de que a eletrificação não é mais uma opção, mas um mercado desejado dentro do alto padrão de consumo.
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