Aquela dúvida que já ocorreu ou vive ocorrendo aos motoristas, Gasolina comum e aditivada? Saiba se vale a pena pagar mais caro ou é só jogada de marketing? Você está no posto, o frentista se aproxima e pergunta: “vai ser comum ou aditivada?” E é neste momento que a dúvida recorrente reaparece. Será que a […]
Aquela dúvida que já ocorreu ou vive ocorrendo aos motoristas, Gasolina comum e aditivada? Saiba se vale a pena pagar mais caro ou é só jogada de marketing?
Você está no posto, o frentista se aproxima e pergunta: "vai ser comum ou aditivada?" E é neste momento que a dúvida recorrente reaparece.
Será que a mais cara realmente limpa o motor? Ou é apenas uma forma de arrancar mais dinheiro do seu bolso?
A resposta não é tão simples quanto parece, pois depende do estado de conservação do veículo, do tipo de uso e, acredite, até das leis de trânsito, que regulam a qualidade dos combustíveis no país.
Por isso, este artigo vai esclarecer de uma vez por todas o que muda na prática entre a gasolina comum e aditivada, além de mostrar quando o investimento extra faz sentido.
A diferença básica está na composição, tanto a gasolina comum quanto a aditivada saem do mesmo duto da refinaria.
O que muda é que, na aditivada, são adicionados detergentes e dispersantes químicos após o processo de refino.
Aditivos que têm uma função específica de limpar os bicos injetores e as válvulas do motor, removendo resíduos de carbono que se acumulam com o tempo.
Já a gasolina comum, por sua vez, não recebe esses compostos extras — apenas a adição obrigatória de etanol anidro (entre 22% e 27%).
Essa é uma das maiores confusões entre os motoristas.
A gasolina comum e aditivada têm a mesma octanagem (o que determina a resistência à detonação) e, tecnicamente, o mesmo potencial energético.
Isso significa que, em um motor limpo e novo, a potência entregue será idêntica.
Pois bem, o ganho real da aditivada não está na força, mas na prevenção, pois um motor com bicos sujos pode perder até 8% de potência e 15% de eficiência.
Ao manter o sistema de injeção limpo, a aditivada evita essa perda, ou seja, ela ajuda o carro a render o que deveria render, mas não "dá mais cavalos" como muita gente imagina.
Outra dúvida recorrente e a resposta é sim!
Não há indícios de problemas sejam químicos ou mecânicos ao se misturar os dois tipos.
Mas vale uma observação, ao misturá-los, se dilui a concentração dos detergentes, reduzindo o efeito de limpeza.
A prática mais recomendada é alternar os abastecimentos, usar três tanques cheios de gasolina comum e, a cada 3 mil km ou 4 tanques, abastecer com aditivada.
Desta forma, o motorista consegue um bom custo-benefício, mantendo o sistema de injeção razoavelmente limpo sem pagar o preço mais alto em toda abastecida.
A resposta depende de alguns fatores, como a idade do veículo, o tipo de uso e o orçamento disponível.
Para carros novos (com menos de 30 mil km), o sistema de injeção ainda está limpo de fábrica.
Então, usar apenas gasolina comum não trará prejuízo imediato, o problema começa a aparecer a partir dos 40 mil km, quando resíduos de carbono começam a se depositar nos bicos injetores e, se o combustível usado não tiver detergentes, pode ocasionar danos maiores.
Para veículos mais antigos ou com alta quilometragem (acima de 80 mil km), a aditivada pode fazer uma diferença significativa.
Indo de encontro a isso, foi feito um estudo pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que mostrou que o uso contínuo de gasolina aditivada reduziu em até 34% os depósitos nas válvulas de admissão e manteve os bicos injetores 20% mais limpos em comparação com a gasolina comum, após 10 mil km rodados.
E há outro ponto importante, a economia gerada pela aditivada não está no combustível em si, mas na prevenção de manutenções.
A limpeza química dos bicos injetores em uma oficina custa entre R$150 e R$400 A limpeza ultrassônica completa do sistema de injeção pode chegar a R$800.
Se a aditivada custa cerca de R$0,20 a mais do litro (R$10 a mais por tanque de 50 litros), abastecer sempre com ela por um ano (52 tanques) representa um gasto extra de R$520. Fazer uma limpeza química dos bicos por ano custa bem menos.
Por isso, para muitos motoristas, a melhor estratégia é intercalar os abastecimentos, ou seja, comum no dia a dia, aditivada a cada 4 ou 5 tanques.
Motores mais antigos (anteriores a 2010 e com injeção monoponto ou indireta) são menos sensíveis a depósitos de carbono.
Para eles, a aditivada traz pouco benefício prático, enquanto que carros modernos (injeção direta, com bicos injetores dentro do cilindro) são muito mais propensos a acumular resíduos nos bicos e exigem combustível de melhor qualidade, o que inclui a aditivada, para manter o desempenho.
Outra dúvida comum a respeito, é se são a mesma coisa, e a resposta é não.
A gasolina premium, como a Petrobras Grid ou a Shell V-Power, tem octanagem mais alta (acima de 95), sendo indicada para motores de alta compressão ou preparados.
Já a aditivada, como vimos, tem a mesma octanagem da gasolina comum (entre 87 e 92). Sendo assim, a premium é para potência e desempenho extremo; a aditivada para limpeza e manutenção preventiva.
Aliás, colocar a premium em um carro popular que pede gasolina comum não traz benefício algum, isso sim é dinheiro jogado fora.
Portanto, gasolina comum e aditivada têm sim suas diferenças, e se o consumidor procura o melhor rendimento para o veículo, por que acredita ele aceitaria um serviço qualquer em estacionamentos?
Assim como o combustível de qualidade protege o motor, a tecnologia certa evita o "travamento" da sua operação.
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