A manutenção do elétrico é mais barata, mas os pneus surpreendem. Descubra por que eles são mais caros e como prolongar sua vida útil Você comprou um carro elétrico achando que a manutenção seria quase zero, certo? Sem troca de óleo, sem velas, sem correia dentada… Até que chegou a hora de calibrar ou trocar […]
A manutenção do elétrico é mais barata, mas os pneus surpreendem. Descubra por que eles são mais caros e como prolongar sua vida útil
Você comprou um carro elétrico achando que a manutenção seria quase zero, certo?
Sem troca de óleo, sem velas, sem correia dentada… Até que chegou a hora de calibrar ou trocar os pneus e a surpresa veio quando o orçamento da borracharia apareceu — sim, ele é significativamente mais alto do que o esperado!
Por isso, para quem está considerando a compra de um veículo elétrico ou já tem um, é preciso colocar esse custo "na ponta do lápis".
A boa notícia é que há razões técnicas sólidas para essa diferença, e entender cada uma delas ajuda a fazer escolhas mais inteligentes.
Pois com a chegada da fábrica da BYD no Brasil em Camaçari (BA), a produção nacional de veículos elétricos ganhou escala, mas o custo dos pneus específicos segue sendo um ponto de atenção para os proprietários.
O primeiro fator que diferencia o pneu de um carro elétrico é o peso.
Isso porque as baterias de íon-lítio adicionam de 300 a 500 kg em relação a um carro a combustão do mesmo porte.
Esse peso extra exerce pressão adicional sobre os pneus, exigindo uma estrutura mais robusta. Com isso, o pneu de carro elétrico possui carcaça reforçada, com índices de carga mais elevados (marcações como HL ou XL) para suportar essa massa sem deformar ou perder estabilidade.
O motor elétrico entrega 100% do torque disponível desde o primeiro momento em que o acelerador é pressionado.
Essa aceleração instantânea é empolgante, mas também é uma das principais causas do desgaste acelerado dos pneus.
Inclusive, estudos indicam que os pneus de carros elétricos podem desgastar de 20% a 30% mais rápido do que em veículos a combustão.
E para evitar esse desgaste prematuro, os pneus específicos para elétricos utilizam compostos de borracha mais resistentes à abrasão.
Outro fator é que os carros elétricos são silenciosos — e isso é ótimo, até que o ruído de rolamento dos pneus se torne o som mais alto dentro da cabine.
Para resolver esse problema, fabricantes desenvolveram tecnologias como a espuma absorvente de ruído (ContiSilent da Continental ou PNCS da Pirelli), que reduzem o barulho interno em até 9 dB(A).
Uma tecnologia acústica, combinada com padrões assimétricos de banda de rodagem, adiciona complexidade e custo ao pneu de carro elétrico.
Quanto menor a resistência ao rolamento, menor o esforço que o motor precisa fazer para mover o veículo — o que se traduz em maior autonomia da bateria.
Por isso, estima-se que pneus com baixa resistência ao rolamento possam gerar ganhos energéticos de até 7% na autonomia. Os pneus para elétricos são projetados para equilibrar essa economia de energia com a aderência necessária para a segurança.
Como existem muitas perguntas sobre o tema, especialmente entre quem está fazendo a transição para a mobilidade elétrica, resolvemos abordar algumas das principais logo abaixo, confira!
Tecnicamente, sim — desde que respeite o índice de carga e velocidade especificado pelo fabricante.
Porém, pneus comuns em um carro elétrico tendem a se desgastar mais rápido, aumentam o ruído interno e podem reduzir a autonomia da bateria. Por isso, a recomendação unânime dos especialistas é optar por pneus desenvolvidos especificamente para elétricos.
O custo mais elevado, geralmente de 10% a 25% acima dos pneus convencionais, reflete a tecnologia empregada e que mencionamos antes.
Compostos de borracha mais resistentes, carcaças reforçadas, espumas de absorção de ruído e desenho otimizado para menor resistência ao rolamento. Além disso, a produção em menor escala em relação aos pneus tradicionais também impacta o preço.
Em média, a troca ocorre entre 30 mil e 45 mil km, dependendo do modelo do veículo e do estilo de condução. Com manutenção adequada — calibragem a cada 15 dias, rodízio a cada 10 mil km e alinhamento em dia — é possível prolongar a vida útil.
Assim como os veículos elétricos exigem pneus de alta tecnologia para suportar peso e torque sem desgaste prematuro, a infraestrutura do seu estacionamento precisa ser robusta para não ceder aos gargalos operacionais.
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