O free flow é um modelo moderno de mobilidade que levanta dúvidas sobre segurança e proteção de dados, mas é mais simples e eficaz do que parece. Entenda! Parar na cancela, pegar o ticket, guardar na carteira e pagar na saída é um ritual tão comum que parece inevitável. Mas não é, pois um modelo […]
O free flow é um modelo moderno de mobilidade que levanta dúvidas sobre segurança e proteção de dados, mas é mais simples e eficaz do que parece. Entenda!
Parar na cancela, pegar o ticket, guardar na carteira e pagar na saída é um ritual tão comum que parece inevitável.
Mas não é, pois um modelo diferente vem ganhando espaço em pedágios e estacionamentos: o popular free flow que “elimina” barreiras físicas e cobra automaticamente pela passagem do veículo.
A promessa é de fluidez total, mas a tecnologia levanta uma questão legítima, até que ponto os dados do motorista estão protegidos?
Afinal, para que o sistema funcione, câmeras precisam ler placas, associar formas de pagamento e registrar horários e trajetos. Por isso, a seguir vamos tratar do funcionamento dessa solução e as medidas de segurança que a cercam.
O nome vem do inglês e significa "fluxo livre" o que, na prática, significa que o free flow dispensa cancelas, cabines de pedágio ou barreiras de entrada.
Assim, o veículo trafega em velocidade normal (entre 20 e 80 km/h, dependendo da via), e sensores ou câmeras capturam a placa automaticamente.
O sistema então identifica o veículo, calcula a tarifa (baseada na distância percorrida ou no tempo de uso) e realiza a cobrança em um meio de pagamento previamente cadastrado.
Mas essa tecnologia não é tão nova quanto parece, na verdade, surgiu em países como Noruega e Canadá ainda nos anos 1980 para pedágios rodoviários, e só se popularizou com a evolução da leitura óptica de caracteres (OCR) e da conectividade em tempo real
Em estacionamentos, o free flow funciona de forma similar, o motorista estaciona sem pegar ticket; ao sair, o sistema calcula o tempo de permanência e debita o valor automaticamente. O que exige três componentes básicos:
Câmeras de leitura de placas (LPR): capturam a identificação do veículo na entrada e na saída.
Banco de dados integrado: armazena os horários e associa o veículo a um cadastro ou método de pagamento (aplicativo, carteira digital, tag veicular).
Plataforma de cobrança: processa a transação sem intervenção manual.
Algumas soluções mais avançadas usam também sensores de peso ou comunicação por rádio frequência (RFID) para casos de placas sujas ou mal posicionadas.
E o resultado é uma operação onde o contato humano é nenhum, tudo ocorre de forma silenciosa e contínua.
Mas a pergunta que não quer calar é: um sistema que lê a placa do carro e sabe onde a pessoa esteve não é uma invasão de privacidade?
E a resposta é: depende de como os dados são coletados, armazenados e usados.
A maioria das soluções comerciais de free flow coleta apenas informações estritamente necessárias para a cobrança como a placa do veículo, data, horário de entrada e saída (ou local de passagem no caso de pedágios), e valor pago. Nada mais.
No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/2018) se aplica integralmente a esses sistemas.
Isso significa que o operador do estacionamento ou da via precisa ter base legal para tratar os dados (geralmente a execução de contrato de serviço), informar o titular sobre quais dados são coletados e para que finalidade, e garantir que eles sejam armazenados de forma segura.
Prazos de retenção também são regulados, pois dados de trânsito não podem ser guardados indefinidamente. O prazo típico é de 6 a 12 meses para fins fiscais, após o que devem ser anonimizados ou descartados.
As medidas de segurança técnicas incluem criptografia dos dados em trânsito (protegendo contra interceptação) e em repouso (no banco de dados).
Sistemas sérios também implementam controles de acesso rígidos, com apenas funcionários autorizados podendo consultar registros individuais, e toda consulta ficando registrada em log de auditoria.
Além disso, a própria arquitetura do free flow costuma separar a identificação do veículo do dado de pagamento, ou seja, o sistema que sabe a placa não tem acesso ao número do cartão, e vice-versa.
Mas se mesmo com toda a segurança descrita acima ainda tiver desconfiança, aqui vão algumas dicas práticas caso queira maior sensação de tranquilidade:
Dito tudo isso, a segurança dos dados não é o único ponto a favor do modelo. Quem o adota, percebe vantagens insubstituíveis no dia a dia. Principalmente em casos de estacionamentos e locais de grande fluxo de veículos:
Como pôde ver, o free flow representa um salto de qualidade na gestão de estacionamentos e vias, desde que implementado com atenção à segurança dos dados.
E esse é o caso quando você trabalha com empresas especializadas e renomadas no ramo como a Valeti, que oferece tecnologias como a LPR para free flow e muitas outras para o seu negócio se modernizar, conheça!